domingo, novembro 08, 2015

Bate a saudade

Dou por mim a pensar em ti e na falta que fazes. Não falo contigo há tanto tempo e quando me apercebo disso fico desarmada. É-me difícil pensar em ti. Há tanto a acontecer que... Não consigo terminar a frase. Sinto falta do teu ar sereno, do teu olhar carinhoso e cheio de amor. Sinto a tua falta. Que me dirias agora? O que estaria a passar pela tua cabeça com a chegada desta nova vida? Como te estarias a sentir? São perguntas que ficarão sem resposta. Não terão o teu sentimento na voz. O facto de não estares presente tornou-se algo permanente e nem sempre é algo que é fácil suportar. Há momentos que te vejo no andar de alguém, numa peça de roupa, num objecto banal. Mas não tenho a tua voz, o teu calor. Fazes falta e hoje não é fácil reconhecer isso. Hoje não é fácil reconhecer que já não estás cá.

sábado, outubro 24, 2015

S.

Happy Birthday! I'm going to be writting in english. It sounds better. So on this day i want to thank you for everything you done for me and everything you mean to me. You are the better person. A kind soul with a straigth voice. I could describe all your qualitties but i'm only going to point one. A true friend. You tell things how they are. Not how they could be or what you think it would sound better. So just dropped by to say that i love you and that you bring to the surface the best in me. xoxo P.

quarta-feira, julho 22, 2015

"John Doe"

Deambula pelas ruas da cidade dia e noite. Sozinho ou acompanhado lá vai ele com o seu chapéu a a sua pasta. Por todas as esquinas e cafés lá pára e dá dois dedos de conversa. À noite, por norma, salta de bar em bar ou, em noites mais calmas, escolhe um e fica por lá. Há sempre alguém, que quando passa por ele, lá cumprimenta e senta-se e ficam de prosa. Observo. Questiono. Não chego a conclusão nenhuma. Todos os dias cruzo-me com este senhor e já aceno com a cabeça, pois já não somos estranhos, apenas meros conhecidos. Com ar de quem já passou por muito na vida, o seu olhar é carregado de mágoa e de tristeza, mas, por vezes, lá detecto uma réstia de alegria e pergunto-me o que será. Primeiro amor? Enumeras paixões? Filhos? Netos? E o senhor segue com a sua rotina. Querido por muitos pelos lugares por onde passa. Parece que conhece meia cidade. A outra metade vai conhecendo. Uma certa vez, num bar, esteve uma meia-hora a falar com alguém de fora. Belga, talvez. A curiosidade aumentou nessa noite. Então, fui ter com ele quando reparei que estava sozinho. Fez sinal para que me sentasse e pedimos. Com isto, foi-se quebrando o gelo e pelos minutos que se seguiram lá fomos falando da vida, de ocasiões e situções. Por fim, lá me despedi e o senhor ficou bebericando e trauteando a música ambiente. Ao sair do bar percebi que a noite era fresca e no céu viam-se algumas estrelas. Perdi a noção de tempo e espaço. Depois desta noite cruzei-me poucas vezes com o senhor até que nunca mais o vi. Gostaria de saber o que lhe aconteceu mas nunca se apresentou. Questiono. Continuo sem uma conclusão.

sábado, janeiro 03, 2015

Paixões

Passeava por aquela rua ocasionalmente. Um dia reparei em ti. Parei, olhei e segui caminho. Uns dias depois dei por mim a pensar como me cairia no corpo, como iria acentuar a minha silhueta. Depressa passou e pensei num outro. Em conversa de café entre amigas falámos de tudo, como habitual, caiu em conversa no meio da partilha das aventuras e desventuras do mundo do trabalho. Aquele vestido não me saiu da cabeça o resto do dia e assombrou os meus sonhos. Depressa passou, como muitos outros, em tantas outras montras. Os dias passaram e outros ocuparam o lugar daquele, mas nenhum me apaixonou nem tinha tanto encanto. Uma festa aproximava-se e não encontrava nada para usar. Importante. Comentei que não tinha nada para levar para a inauguração do espaço e a Daniela relembrou-me daquele vestido e dispôs-se a ir comigo aquela loja. Aquele vestido acentuava todas as minhas curvas, parecia com as medidas exactas. Chegou o dia da inauguração da galeria e lá ia eu com o vestido. Senti-me bem dentro desse vestido. A Daniela elogiou e disse que parecia ter sido feito para mim. Fiquei ainda mais contente com a escolha que tinha feito e deleitei-me a noite toda. A noite correu bem. Até se adaptava ao meu corpo enquanto dançava na discoteca depois da inauguração. Quem viu as fotos comentou afirmativamente, os amigos mais íntimos que estiveram comigo naquela noite também teceram comentários gentis. Confesso que esse vestido ficou na minha mente durante toda a semana. A vida continuou como sempre. Trabalho, amigos, cafés, festas, dramas. Surgiu outro evento, um jantar de negócios. Pensei, pensei e resolvi levar o vestido que levei á inauguração. Chegou o dia e lá fui. Combinei com uns acessórios diferentes e parti para o jantar. A refeição correu bem, as pessoas simpáticas e cordiais. Uma noite encantadora. Cheguei a casa e olhei-me ao espelho. Aquele vestido até que ficava bem. Parecia que encaixava na perfeição. Sorri. Lembrei as duas ocasiões em que o usei e a primeira vez que o vi na montra. Despi e pendurei-o. Não voltei a tirá-lo do armário.

sábado, novembro 22, 2014

Closure.

Fomos ao cinema e foi algo mágico. Lembro-me de olhar para ti e pensar"como é possível?!". Aquele lugar foi algo de outro mundo. Todo aquele clima que havia, toda a tensão que tendia a aumentar a cada palavra, a cada gesto, a cada olhar. Bebia as tuas palavras, embriagada pelo teu cheiro, cativada pela tua inteligência, presa pelo teu olhar. Sinta a falta da cumplicidade, da empatia, da facilidade de comunicação. No entanto, não me cabe a mim, muito menos a ti, dar qualquer passo nessa direcção. Deixar o passado no passado. Por vezes recordar esse sentimento, sem nunca esquecer que foi destruído como se de uma brincadeira se tratasse.

sábado, agosto 16, 2014

Reflexões

Comecei à poucos dias a tratar do meu "bloqueio" criativo. Para tal comecei a ler "Introdução à Escrita Criativa" por João de Mancelos. No final do segundo capítulo ele refere que "é necessário namorar com a Musa". (Mancelos 32) Dá que pensar. A mim deu-me muito em que pensar. Ando nisto há poucos anos, mas já consegui identificar o que me motiva a escrever. É a minha dor, os meus pensamentos sombrios, desilusões, continuando assim por esses caminhos. No início desta semana estava eu ao telefone com uma amiga e dizia-lhe que a vida me estava a correr bem. Quando o sol nasceu de novo a alergia que tenho e que não sei o que a desperta tinha voltado. Não gosto da ideia de namorar com a minha "musa", pois ela é muito negativa e nem sempre consigo sair de lá sem ajuda. Deverei ceder à tentação?

domingo, outubro 27, 2013

Inércia

Portanto, ando eu atrasada e muito além do prazo de entrega das coisa. Ando eu muito desligada daquilo que me dá prazer fazer. Ando eu a adiar para amanhã ou "agora só na segunda-feira porque amanhã é sábado". Velhos hábitos que estão a ser difíceis deixar e que chateia que ainda continuem cá. Mas depois há pessoas que cantam e têm uma voz maravilhosa e que não desistem das suas paixões. Depois sou eu que só quero dormir um dia inteiro sem interrupções para se quando acordar tenho forças para fazer aquilo que já devia ter sido enviado. Depois ando eu sentada no sofá tipo vegetal que nem forças para acender um cigarro tenho. Ando eu,eu ,eu ,eu e os outros. Sempre que penso que consegui vencer o cansaço nem que por um bocado, ele voltou. E os prazos continuam há muito expirados e eu cá ando a tentar mexer uma pestana e a sorrir e a dizer "Boa tarde." ás nove da manhã. E o cérebro só envia gritos de socorro por algum descanso e mesmo que não cumpra os prazos ele não descansa e a frustação aumenta porque nem prazos, nem prazer, nem realização, nem concretização, nem descanso. e lá vou eu tentar acender aquele cigarro e conseguir aquela força final para fazer algo antes do joão pestana bater à porta e eu desmaiar na cama.