quarta-feira, abril 20, 2022

Pause: The good king of tension

​It was good to see you.

But it was frightening to know that the sexual energy, attraction is still there as it was many years ago.


You were a forbidden fruit that I got a taste and am glad that I did. But it was for a split second. And if I think only of that split second the pleasure is addicting and I want to drink from that until my body, mind and soul are no longer available to retain one drop. And I know that it will for hours before we come to that.


The smile on your face that I suspect it was there even before I saw you. The electricity that was between was us even before we touched and the hug that spoke a thousand words without any being said.


You claimed on those streets like no one has claimed on the same streets and they had a “tittle” recognized by society. You displayed me as yours, as taken. The stranger part is, I didn’t mind. I felt special, I felt wanted, I felt desired.


Desired by the way that only you can. That only you could bring in myself on a time like this.


When we parted I left with electricity running through my veins and taste of what could have been on my tong.

segunda-feira, abril 18, 2022

Pause: Villain…

​I’m the villain in your story and that’s ok.


That’s ok because I know I’m not the good person in a lot of peoples story and I’m ok with it too.


I don’t need to be the good person in our story. I know as sure as hell that I had my part in it.


And I’m ok with that.


I’m so ok because life and time has thought me that. 


I will not vilify you no more. I will not put the blame interely on your shoulders. I have forgiven you and myself for all the hurt that we caused each other that put a cloud on all the good that we have lived.


I’m not saying that I will greet you if I pass by you on the street or congratulate you for your new family. That’s not me. You know it, I know it and the people that know me know this.


I can tell you that from my inner self I wish you and your family all the good and health that life has to gift you.


So with peace in my heart I release you from all the bad, all the trauma and all the hurt.

domingo, abril 17, 2022

Pausa: Amor - pensamentos de uma madrugada de verão

​Amor

O que é o amor?

O que é amar o próximo?

Como é encontrar um amor?


Vejo filmes, leio livros, oiço música. 


Mas não sei o que é o amor.


Ainda não o vivi. Já pensei ter amado. Já pensei que sabia o que era o amor. Já pensei que senti amor.


Mas amor é um sentimento que ainda estou a descobrir.


Perguntaram-me “Você se ama?”

Respondi: Não.


Porque a verdade na altura era essa: Não.


Perguntaram-me o porquê. Eu disse que não sabia.


Mas eu sei o porquê de não me amar. 


Estou a trabalhar para mudar esse facto.


A verdade é: se eu não me amar, como poderei amar alguém? Seja uma pessoa amiga, família ou alguém que eu escolha como companheiro/companheira?


Mas o foco não é me amar para poder amar o próximo. O foco é: “eu me amar porque eu mereço me amar”!


Não quero me amar para que o meu sentimento pela outra pessoa seja válido. Eu quero me amar para que eu possa ser melhor para mim. Cuidar melhor de mim. Ser mais branda e justa comigo.


Quero me amar para que eu possa me respeitar mais. Me assumir mais. Me impor mais.


Eu me amo! Porque eu sou um ser único, eu sou eu, eu sou o suficiente para mim.


Eu me amo!

Eu me amo!

Eu me amo!

sábado, abril 16, 2022

Pause: Love(d) you

​I had you. I had you so many times in so many ways that I lost count but not hope. At least I hope i haven’t lost hope. Not yet. Not so soon. Not when I’m so young.

I loved you in so many people, in so many men, in so many ways. And always on the ones that at some point, whether it was in the beginning, the middle or at the end, something inside would tell me the they were not the one.

I stand, now more reluctant since the last blow. I don’t expect much but I don’t give much as well.

quinta-feira, março 03, 2022

Text Message

​I didn’t notice the week Passing by.

For that reason I was surprise when I saw your text asking to confirm a late diner. Don’t get me wrong. When we talked about it I was sort of excited and looking forward to it.

But the week was long, work was busy, it gave me a rush of adrenaline when I closed the never ending deal and you sort of slipped my mind.

I’m in that moment in life that I’m excited with what I do, in love with myself in a level that will be hard for another being to catch my attention.


I do enjoy our conversations and now that you reminded me of our date I’m looking forward to it.


Let’s see what the night will bring after a bootle of whine and a good meal. Will you be able to catch my attention? Will the conversation flow?


The night will tell.,,

terça-feira, março 01, 2022

Getting ready

I'm enjoying myself while sipping a glass of sparkling whine and you cross my mind. I smile crosses my lips and I bite the glass thinking of our last time toghether. Your smile, your wicked smile makes me crumble every time, even in my thoughts. Slowly I put my glass on the living room table and grab the the remote control. I select a song and press play. The first notes starts to play. I start to move my body to the melody. "We shoud've been..." H.E.R. She's right and wrong. All at the same time. The same questions ressonates through my brain and I dismissed it. I don't like to dwell on the past. Changing songs I pick my glass again and go check myself on the mirror and the door bell rings. I go for the door grabing my purse and coat. Leaving the glass behind me. I check myself againg. There's no need to re-do my lipstick. When I get to the door, the night's future is standing there and all my previous thoughts long forgotten and the prespective of a bright future is all I can think off. A different smile comes and the joy takes over.

domingo, novembro 08, 2015

Bate a saudade

Dou por mim a pensar em ti e na falta que fazes. Não falo contigo há tanto tempo e quando me apercebo disso fico desarmada. É-me difícil pensar em ti. Há tanto a acontecer que... Não consigo terminar a frase. Sinto falta do teu ar sereno, do teu olhar carinhoso e cheio de amor. Sinto a tua falta. Que me dirias agora? O que estaria a passar pela tua cabeça com a chegada desta nova vida? Como te estarias a sentir? São perguntas que ficarão sem resposta. Não terão o teu sentimento na voz. O facto de não estares presente tornou-se algo permanente e nem sempre é algo que é fácil suportar. Há momentos que te vejo no andar de alguém, numa peça de roupa, num objecto banal. Mas não tenho a tua voz, o teu calor. Fazes falta e hoje não é fácil reconhecer isso. Hoje não é fácil reconhecer que já não estás cá.

sábado, outubro 24, 2015

S.

Happy Birthday! I'm going to be writting in english. It sounds better. So on this day i want to thank you for everything you done for me and everything you mean to me. You are the better person. A kind soul with a straigth voice. I could describe all your qualitties but i'm only going to point one. A true friend. You tell things how they are. Not how they could be or what you think it would sound better. So just dropped by to say that i love you and that you bring to the surface the best in me. xoxo P.

quarta-feira, julho 22, 2015

"John Doe"

Deambula pelas ruas da cidade dia e noite. Sozinho ou acompanhado lá vai ele com o seu chapéu a a sua pasta. Por todas as esquinas e cafés lá pára e dá dois dedos de conversa. À noite, por norma, salta de bar em bar ou, em noites mais calmas, escolhe um e fica por lá. Há sempre alguém, que quando passa por ele, lá cumprimenta e senta-se e ficam de prosa. Observo. Questiono. Não chego a conclusão nenhuma. Todos os dias cruzo-me com este senhor e já aceno com a cabeça, pois já não somos estranhos, apenas meros conhecidos. Com ar de quem já passou por muito na vida, o seu olhar é carregado de mágoa e de tristeza, mas, por vezes, lá detecto uma réstia de alegria e pergunto-me o que será. Primeiro amor? Enumeras paixões? Filhos? Netos? E o senhor segue com a sua rotina. Querido por muitos pelos lugares por onde passa. Parece que conhece meia cidade. A outra metade vai conhecendo. Uma certa vez, num bar, esteve uma meia-hora a falar com alguém de fora. Belga, talvez. A curiosidade aumentou nessa noite. Então, fui ter com ele quando reparei que estava sozinho. Fez sinal para que me sentasse e pedimos. Com isto, foi-se quebrando o gelo e pelos minutos que se seguiram lá fomos falando da vida, de ocasiões e situções. Por fim, lá me despedi e o senhor ficou bebericando e trauteando a música ambiente. Ao sair do bar percebi que a noite era fresca e no céu viam-se algumas estrelas. Perdi a noção de tempo e espaço. Depois desta noite cruzei-me poucas vezes com o senhor até que nunca mais o vi. Gostaria de saber o que lhe aconteceu mas nunca se apresentou. Questiono. Continuo sem uma conclusão.

sábado, janeiro 03, 2015

Paixões

Passeava por aquela rua ocasionalmente. Um dia reparei em ti. Parei, olhei e segui caminho. Uns dias depois dei por mim a pensar como me cairia no corpo, como iria acentuar a minha silhueta. Depressa passou e pensei num outro. Em conversa de café entre amigas falámos de tudo, como habitual, caiu em conversa no meio da partilha das aventuras e desventuras do mundo do trabalho. Aquele vestido não me saiu da cabeça o resto do dia e assombrou os meus sonhos. Depressa passou, como muitos outros, em tantas outras montras. Os dias passaram e outros ocuparam o lugar daquele, mas nenhum me apaixonou nem tinha tanto encanto. Uma festa aproximava-se e não encontrava nada para usar. Importante. Comentei que não tinha nada para levar para a inauguração do espaço e a Daniela relembrou-me daquele vestido e dispôs-se a ir comigo aquela loja. Aquele vestido acentuava todas as minhas curvas, parecia com as medidas exactas. Chegou o dia da inauguração da galeria e lá ia eu com o vestido. Senti-me bem dentro desse vestido. A Daniela elogiou e disse que parecia ter sido feito para mim. Fiquei ainda mais contente com a escolha que tinha feito e deleitei-me a noite toda. A noite correu bem. Até se adaptava ao meu corpo enquanto dançava na discoteca depois da inauguração. Quem viu as fotos comentou afirmativamente, os amigos mais íntimos que estiveram comigo naquela noite também teceram comentários gentis. Confesso que esse vestido ficou na minha mente durante toda a semana. A vida continuou como sempre. Trabalho, amigos, cafés, festas, dramas. Surgiu outro evento, um jantar de negócios. Pensei, pensei e resolvi levar o vestido que levei á inauguração. Chegou o dia e lá fui. Combinei com uns acessórios diferentes e parti para o jantar. A refeição correu bem, as pessoas simpáticas e cordiais. Uma noite encantadora. Cheguei a casa e olhei-me ao espelho. Aquele vestido até que ficava bem. Parecia que encaixava na perfeição. Sorri. Lembrei as duas ocasiões em que o usei e a primeira vez que o vi na montra. Despi e pendurei-o. Não voltei a tirá-lo do armário.

sábado, novembro 22, 2014

Closure.

Fomos ao cinema e foi algo mágico. Lembro-me de olhar para ti e pensar"como é possível?!". Aquele lugar foi algo de outro mundo. Todo aquele clima que havia, toda a tensão que tendia a aumentar a cada palavra, a cada gesto, a cada olhar. Bebia as tuas palavras, embriagada pelo teu cheiro, cativada pela tua inteligência, presa pelo teu olhar. Sinta a falta da cumplicidade, da empatia, da facilidade de comunicação. No entanto, não me cabe a mim, muito menos a ti, dar qualquer passo nessa direcção. Deixar o passado no passado. Por vezes recordar esse sentimento, sem nunca esquecer que foi destruído como se de uma brincadeira se tratasse.

sábado, agosto 16, 2014

Reflexões

Comecei à poucos dias a tratar do meu "bloqueio" criativo. Para tal comecei a ler "Introdução à Escrita Criativa" por João de Mancelos. No final do segundo capítulo ele refere que "é necessário namorar com a Musa". (Mancelos 32) Dá que pensar. A mim deu-me muito em que pensar. Ando nisto há poucos anos, mas já consegui identificar o que me motiva a escrever. É a minha dor, os meus pensamentos sombrios, desilusões, continuando assim por esses caminhos. No início desta semana estava eu ao telefone com uma amiga e dizia-lhe que a vida me estava a correr bem. Quando o sol nasceu de novo a alergia que tenho e que não sei o que a desperta tinha voltado. Não gosto da ideia de namorar com a minha "musa", pois ela é muito negativa e nem sempre consigo sair de lá sem ajuda. Deverei ceder à tentação?

domingo, outubro 27, 2013

Inércia

Portanto, ando eu atrasada e muito além do prazo de entrega das coisa. Ando eu muito desligada daquilo que me dá prazer fazer. Ando eu a adiar para amanhã ou "agora só na segunda-feira porque amanhã é sábado". Velhos hábitos que estão a ser difíceis deixar e que chateia que ainda continuem cá. Mas depois há pessoas que cantam e têm uma voz maravilhosa e que não desistem das suas paixões. Depois sou eu que só quero dormir um dia inteiro sem interrupções para se quando acordar tenho forças para fazer aquilo que já devia ter sido enviado. Depois ando eu sentada no sofá tipo vegetal que nem forças para acender um cigarro tenho. Ando eu,eu ,eu ,eu e os outros. Sempre que penso que consegui vencer o cansaço nem que por um bocado, ele voltou. E os prazos continuam há muito expirados e eu cá ando a tentar mexer uma pestana e a sorrir e a dizer "Boa tarde." ás nove da manhã. E o cérebro só envia gritos de socorro por algum descanso e mesmo que não cumpra os prazos ele não descansa e a frustação aumenta porque nem prazos, nem prazer, nem realização, nem concretização, nem descanso. e lá vou eu tentar acender aquele cigarro e conseguir aquela força final para fazer algo antes do joão pestana bater à porta e eu desmaiar na cama.

terça-feira, março 26, 2013

Partida(s)

A cidade não parou. A Tua partida estava iminente e a cidade não parou. Já não estou contigo sempre que quero ou que é possível. Para conseguir trocar duas linhas escritas contigo e logo de seguida obter resposta é preciso quase um milagre. É uma realidade que muitos dos portugueses passam hoje em dia. Mas sei que foste à procura de melhor. Saudades dos dias em que passávamos em frente a uma televisão ou apenas sentadas numa esplanada. A cidade não parou mas o meu mundo parou. Quis suspender aqueles últimos minutos e não consegui. Quis ir contigo mas não pude, Quis pedir-te para ficar mas não podia, não posso. As minhas vontades não podiam se sobrepor ao teu futuro e à tua decisão. Se pudesse iria contigo, sabes que sim. A minha vontade de ficar aqui é nula, permanecer neste local é inexistente. Quem sabe daqui a um tempo não estarei contigo, na mesma cidade, mas não no mesmo país. Não pretendo ser Fernando Pessoa nestas poucas linhas que escrevo, muito menos um Edgar Allan Poe ou outro génio da literatura. Aqui o meu objectivo não é esse. Quero apenas expressar algo que tenho reprimido há algum tempo e que não conseguia expressar de outra forma. O meu objectivo é dizer aquilo que sinto. É querer deixar registado que o meu mundo parou e a cidade não. O meu mundo parou sem a tua presença.

quinta-feira, março 14, 2013

Análise na madrugada de 14-03-2013

As "trevas" são algo com que vivi toda a minha vida. A tristeza, a vontade de partir, de não pertencer e pertencer noutro lugar também. É algo com que aprendi a viver e vou fazendo as pazes com elas. Mas sonho sempre com algo melhor, que quando acordar o dia terá mais cor, mais esperança, mais futuro. Contínuo a repetir erros vezes e vezes sem conta, tentando não cair neles uma outra vez. A minha última recaída foi em Setembro de 2012. Não há muito tempo atrás, mas para mim parece que foi há uns anos. Também não tive grandes chances de o cometer de novo. Neste momento penso onde estava há um ano atrás e começo a perceber que me encontro mais ou menos na mesma situação. A diferença? A diferença é que tenho alguém, para além dos habituais amigos, que me dá força e faz-me ver que mereço melhor. Que sou melhor, apesar de tudo o que me dizem e me querem fazer sentir (a partir da minha perspectiva)que sou de digna de mais, e valho alguma coisa.A diferença, é que tenho mais força, que acredito mais em mim e tenho mais vontade de lutar por mim do que atirar-me ao tapete. A diferença, é que estou diferente...

Desabafos 18-02-2013

Hoje fico. e ficarei por muito tempo. Espero que ao ficar consiga avançar pelo menos um passo neste pequeno espaço que me deixo ficar. Na minha mente já viajei pelo mundo e deixei pessoas amadas para traz. No entanto contínuo neste espaço que carece de forma geométrica e que me prende a este lugar. A saída não encontro. Encontro pistas, tarefas, obstáculos que dizem que me indicarão a saída depois de todas elas cumpridas. Quero acreditar que isso irá acontecer. Caso contrário estarei à deriva como um barco de papel no mar e não tardará para que me desfaça e afunde na profundidade funda daquele oceano.

domingo, setembro 30, 2012

ainda não tem.

E depois? Depois merda. Depois monotonia, solidão, clausura. Ou então é como se tal não tivesse acontecido. Mas basta um cheiro, um momento de distracção, o pensamento foge para aquele lugar que pensamos à muito esquecido. Aí é que provamos o nosso valor. Ou não. Não sei. Apercebendo-nos que conseguimos resistir à tentação, ou que ela já não é uma tentação é uma pequena vitória. Uma pequena vitória que é grande. somos donos de nós próprios e é das melhores sensações do mundo. supera os melhores orgasmos, aquele gelado que comemos num dia quente de verão, o hambúrguer que se come ao sair da discoteca, um amigo que reencontramos que o tempo já é tão longo que nos esquecemos. Donos de nós e ao mesmo tempo não podermos controlar a maioria dos acontecimentos que vivemos. Querer ir e não nos deixarem. Perdemos a vontade? Não. Mas ela está lá, no seu canto, adormecida, à espera que lhe abram um pouco a janela para pôr a cabeça de fora e com ela o resto do corpo. Quero ir e não sei como o fazer. Quero partir mas é muito forte o que me prende. Quero-te aqui mas não é possível.

quinta-feira, julho 19, 2012

Lino, O Pescador

com ar embriagado passeava pelo largo da praça da Costa da Caparica. vestes humildes, gastas e sujas. tem olhos claros e a pele queimada pelo sol. chegou, pediu um cigarro e apresentou-se. ao fim de 3 minutos de conversa diz : "para mim,a pior coisa que apareceu foi o dinheiro. percebes? eu vejo que percebes." dito isto,seguiu caminho e acendeu o seu cigarro.

sexta-feira, junho 29, 2012

Novas Sensações

Porque tudo na vida é transitório. Até que deixe de ser. Ou até que deixes que isso aconteça. Posso não saber o que o amanhã me reserva, mas tenho uma ideia. Caso o destino resolva mudar de ideias logo se vê. Amanhã ao acordar logo se vê o que se faz. Por enquanto é tentar organizar a vida e traçar um rumo (guideline) a seguir. O que me traz alguma alegria é um rosto que vejo olhar para mim todos os dias e me traz alguma tranquilidade.

terça-feira, abril 24, 2012

05032012

Um dia, penso que foi só uma vez (um dia), vi-te aqui nestes bancos. Para mim é estranho estar aqui sentada, enquanto aguardo para te ir visitar onde é agora a tua última morada. Porque me recordo das vezes que me cruzei contigo, ou que te vi ao longe e estavas com um olhar distante, como se recordasses o passado ou pensasses na tua vida. Hoje, mais que nunca,continuo a interrogar-me no que pensavas. Mesmo quando estavas em casa, deitado na tua cama interrogava-me quais seriam os teus pensamentos e os teus sonhos. Tinhas o rosto marcado pela idade, por uma vida árdua, por memórias, pela vida. Tu inspiravas-me calma e tranquilidade. Em ti via esperança. Apenas nos teus últimos meses comecei a ter consciência/conhecimento de parte do teu sofrimento, da tua luta, da tua história. Entristece-me o facto de não ter falado mais contigo. De saber em primeira mão como foi a tua vida, como era a tua história. Quando te vi naqueles bancos fiquei muito curiosa em relação ao que te passava pela mente. Hoje já não poderei saber. Nunca vou puder saber o que te passava pela mente quando te sentavas nos bancos de jardim ou nos bancos do Almada Fórum. Permaneceram para sempre contigo e nunca mais poderei saber o que sentias ou ouvir a tua voz. Sinto imenso a tua falta e jamais poderei recuperar o tempo perdido